Escola e educação Outros temas Uncategorized

Precisamos combater o “bullying” desde a primeira infância!

(*) Papo de Pracinha

texto_proprio Esse tema é assunto obrigatório a ser enfrentado pela sociedade contemporânea e, sobretudo, pelas escolas, locais em que o bullying se manifesta de modo mais efetivo, mesmo que sua prática não se restrinja a este ambiente.

Muitas vezes não é fácil identificar o bullying. Ele pode ser silencioso ou naturalizado como parte da vida e das questões que envolvem os relacionamentos nos períodos da infância e da adolescência. Mas as tragédias cada vez mais frequentes no âmbito escolar desnudam o problema, nos fazendo, vez por outra, olhar de frente para ele, e dolorosamente constatar a complexidade do bullying, tanto no que se refere aos processos que de alguma forma contribuíram para produzir os agressores quanto aos danos causados naqueles que sofrem e também nos que presenciam o bullying.

As referências do contexto familiar e social das crianças são fundamentais para a formação de valores capazes de combater o bullying: o respeito ao outro, a empatia, o respeito às diferenças e uma cultura de não-violência. Essas referências precisam guiar as relações familiares e a educação das crianças. Uma mãe que assiste ao seu filho batendo fortemente no rosto do amigo ou então o agredindo com xingamentos e não intervém está autorizando uma prática de violência. Se os pais da criança agem assim nessas situações, como ela vai aprender a resolver os conflitos com seus pares usando outros recursos que não a força física ou a violência da palavra? Do lado de quem sofre a agressão, precisamos também refletir sobre possibilidades de intervenção, que não sejam incentivar a criança a revidar, pois dessa forma também estaremos admitindo e alimentando a violência. É preciso que os adultos pensem: de que forma estarei ajudando a criança a adquirir ferramentas que a façam capazes de enfrentar situações como essas e, quando necessário, sair de relacionamentos que a constrangem?

O Portal Lunetas apresenta uma lista elaborada pela jornalista e ativista Vanessa Bencz, com sugestões para a família (e que servem também para as escolas de educação infantil) de como abordar o assunto com as crianças, com a intenção de evitar a naturalização da agressão (verbal, física ou emocional) e ensinar o respeito ao outro nos seus relacionamentos e ações cotidianas.  Vanessa, autora dos livros “Relato do Sol” e “Memórias de uma jornalista distraída, sofreu bullying quando criança, e leva essa experiência para as suas reflexões e ações voltadas para o combate ao bullying.  Vamos às suas sugestões:

 1. Ser forte não significa ofender e nem bater nas pessoas

“Forte é aquele que protege quem está ao redor. Sabe como se protege alguém? Sendo amigo dessa pessoa e aceitando as diferenças.”

2. Só chame seu colega por um apelido se ele te permitir chamá-lo assim

“Afinal, cada um de nós tem um nome e a gente quer ser chamado por este nome, e não por um apelido chato.”

3. Ainda bem que todo mundo é diferente entre si

“Diferente não quer dizer que seja ruim. Imagina que chato se todo mundo fosse igual?”

4. Fazer um elogio ao seu colega pode mudar o dia dele, sabia?

“Elogie naturalmente, você vai ver como isso melhora o dia dos outros.”

5. Pense antes de rir do apelido que deram ao seu colega. 

“Ele pode se sentir ainda mais constrangido! Quem ri de piadas ofensivas está do lado do agressor.”

6. Seja amigo daquele colega que está excluído na turma. 

“Coloque-se no lugar dele. É muito chato ficar sem amigos! Que tal puxar um assunto e fazer companhia?”

7. Se você for xingado ou receber um apelido ofensivo, não xingue de volta e nem coloque outro apelido ruim nesta pessoa. 

“O ideal é contar para seu professor ou professora. Eles é que saberão agir nesta situação.”

8. Sabia que os professores podem ser nossos amigos também?

“Você levará algumas dessas amizades para o resto da sua vida.”

9. Você é muito amado e não precisa fazer de conta que é outra pessoa só para ser aceito.

“As pessoas que realmente te amam são aquelas que te enxergam como você é”.

10. Você tem um futuro inteiro pela frente e vai gostar de lembrar que, na escola, era admirado por ser gentil, educado e carinhoso com todos

“Há qualidades que demandam sensibilidade e maturidade para serem valorizadas”.

 

(*) Angela Borba e Maria Inês Delorme

1 comentário em “Precisamos combater o “bullying” desde a primeira infância!

  1. Pingback: ‘Bullying’, violência social e vida escolar: tangências e cruzamentos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: