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Ser pai: ações compartilhadas e amorosas.

(*) Papo de Pracinha

texto_proprio Chega o Dia dos Pais, mais uma comemoração de cunho quase exclusivamente comercial,  mas que mesmo assim pode ser  vivida com amor e delicadeza. Notadamente, os papéis de pai e de mãe vêm se transformando e exigindo de ambos participações mais intensas e mais comprometidas.

Claro, antes que vocês reclamem, nós sabemos que existem pais e mães que são ausentes, grosseiros com suas crianças, indelicados, superficiais, pouco cuidadores e nada amigos. Isso vale no masculino e no feminino e, felizmente, não há generalização possível. Tudo indica  que o espaço deles e delas está cada vez mais restrito, ufa.

Bem, como dessa vez estamos pensando nos pais, ou seja, nos homens que têm filhos, pela passagem do seu dia festivo (sic), fizemos uma enquete no Instagram para chegar mais perto, quem sabe até com mais profundidade, nas questões que envolvem os adultos na vida cotidiana dos filhos.

Nosso destaque aqui, portanto, está voltado para a paternidade, embora saibamos que essa categoria envolve relações com as mães, com os filhos. Às vezes, também, com outras pessoas como as avós, as sogras, as dindas, as babás etc., e todos têm alguma parcela na construção coletiva desses papéis e de suas diferentes funções, em cada núcleo familiar.

É importante ressalvar que as respostas computadas aqui, nos 10 dias de enquete, foram dadas muito mais pelas mulheres-mães, do que pelos homens-pais, o que nos leva a pensar ainda com mais apuro nessa “visão da paternidade” quase que apenas feminina. Homens não gostam de responder a enquetes? Têm menos tempo que as mulheres para olhar as redes sociais? Basta ser pai, sendo? Nada pode ser generalizado, apenas vale uma consideração quanto ao fato.

Começamos a nossa esquete querendo saber quem, em cada família, entende a educação das crianças “como uma atividade de todos os dias e para o resto da vida”. 62,5% das respostas apontaram que esse seria um pensamento das mães. 31%  sinalizaram que tanto os pais como as mães pensam assim e poderiam dizer essa frase, apenas 1% afirmou que essa frase não seria dita pelo pai, nem pela mãe e não houve nenhuma resposta assinalando apenas o pai como alguém que se identifica com essa frase. Nesse caso, os pais representam a metade da quantidade de mães que pensam assim. Quando buscamos saber quem, pai e/ou mãe, idealizava e produzia as festas de aniversário dos filhos, descobrimos que nenhum pai foi mencionado como alguém que pensa, participa e organiza as festas. Isso corresponderia, portanto, de acordo com a enquete, a uma função 100% materna.

Perguntamos se alguém impediria, no caso o pai, a mãe ou os avós, uma viagem da(s) criança(s) só com o pai, ou só com a mãe. Surpresa. Nenhum pai , em princípio, poderia viajar sozinho com seus filhos/as porque  nenhuma das mães deixaria. 100% impediriam essa viagem.

Sobre acudir à criança doente, depois de um telefonema da escola, 100% respondeu que cuidaria dela quem estivesse mais disponível, um ou outro, pai ou mãe.

Quando perguntamos sobre a ingestão de remédios, que em geral têm ou podem ter  gosto ruim,  descobrimos que  as avós representam  50% do resultado,  junto com os outros 50% que podem ser formados por  outros ( babás, professores, etc). Mães e pais não dão remédios? Temos nossas dúvidas,  mas esse foi o resultado encontrado.

Sobre valorizar a presença de professores homens nos grupos de educação infantil , apenas 13%  responderam e todos os que o fizeram, falaram que pai e mãe valorizariam positivamente a presença de profissionais masculinos nas instituições.

A escolha do pediatra, no nosso universo, apareceu como uma tarefa 100%  feminina, ou seja, responsabilidade da mãe.

Sobre a possibilidade de um menino pedir uma boneca/boneco de presente as respostas foram objetivas mas deram origem a alguns comentários. 43% das mães apoiariam a ideia, mas  encontrariam resistência no grupo familiar.  29% das pessoas proporiam aos filhos que escolhessem um outro presente e, por conseguinte, não dariam a boneca. E 28% dos casais, ou seja, tanto o pai quanto a mãe apoiariam o desejo do filho e lhes dariam uma boneca.  Os comentários espontâneos permitem comprovar que a resistência familiar indicada ( 43% das mães que apoiam o pedido dos filhos) cabe em 60 % dos casos ao pai da criança e os 40% restantes são justificados por  motivos  religiosos ( sic),  relação complexa com sogras, avós e parentes.

No caso das escolhas das meninas, caso desejassem uma festa com o tema do Batman, nesse universo, parece que as coisas seriam facilitadas. 67% das respostas aceitariam suas meninas com uma festa de Batman e apenas 33% pediriam às meninas que escolhessem outro tema.

E, para concluir, quisemos saber, em cada família,quem administra as férias escolares dos filhos e, mais uma vez, 100% das respostas indicam ser essa uma responsabilidade da mãe.

Como existe uma variação em cada pergunta, por dia, quanto ao numero de respostas, trabalhamos com o universo de 100% em cada uma das questões para chegar a esses percentuais.

Não se trata,é claro, de uma pesquisa com rigor acadêmico mas de uma enquete que teve um único objetivo:  fazer como cada núcleo familiar, que nada mais é que um sistema,  tenha elementos para refletir sobre  a paternidade na sua relação com cada uma das outras pessoas que o compõem.

Queremos convidar os pais, aqueles que tiveram e que não tiveram acesso à essa enquete que comentem e que mandem suas opiniões para o email papodepracinha@gmail.com.

Parabéns aos pais, nesse dia e em todos os outros,  com os votos de que não permitam, sob nenhum argumento, que os fragilizem, que os incapacitem sob a falácia de que as mães, ou qualquer outra pessoa  possa  agir em seu lugar, ou por você. Seja pai, integralmente, todos os dias da sua vida. E a vida é um fiapo de tempo. Voa para os pais e para os filhos/as.

 

(*) Angela Borba e Maria Inês Delorme

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