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O Brasil nas ruas, em defesa da Educação

(*) Papo de Pracinha

texto_proprio O Brasil, hoje, pára diante dos cortes anunciados pelo governo para a Educação.

Estamos preocupados e unidos, nas ruas para alardear sobre o que acontecerá, sobre o que já está acontecendo. Não somos idiotas úteis, nem massa de manobra, como pensa  o presidente, desrespeitando a todos nós.

Nesse cenário, é possível haver união em torno da Educação mesmo que respeitadas as diferentes visões de mundo e políticas existentes. É o que estamos fazendo.

Manter as verbas de pesquisas, as bolsas de estudos, a política de cotas, os recursos  destinados às redes de ensino e às universidades são pontos de honra para alavancar e manter em andamento todo o pensamento científico do país.

O fato de a qualidade da educação brasileira estar ainda longe dos níveis desejados, não permite a ninguém, em sã consciência, defender o corte de verbas, de recursos e insumos em nome de possibilidade de melhora. Culpar, publicamente os professores pelas dificuldades reiteradas apresentadas pelos alunos é uma posição covarde que visa  dividir e desqualificar a ação educativa que praticamos. Muito precisa ser melhorado, mas a vida e o trabalho dos professores não podem ser responsáveis pelo que não se faz, pelo que não se corrige, pelo que não se quer ver, nem fazer.

Sem educação, sem saúde, sem oportunidades iguais, sem emprego, sem moradia e, para piorar,  com estímulo ao uso de armas não se faz um país crescer, mas andar para trás.

Parece-nos que, nesse momento, as famílias não aguardaram para ver que decisões tomadas pelas escolas de seus filhos em relação ao dia de hoje, à greve de hoje, como já aconteceu um dia. Ao contrário, dessa vez, pais sensíveis e que sabem o que é educação de qualidade para seus filhos estão mobilizando outros parceiros e até certos grupos gestores de estabelecimentos de ensino, públicos e particulares, para a greve geral.

Hoje não é um “feriado”, um dia de não trabalho para os professores e alunos brasileiros. Ao contrário, hoje é dia de luta e de muito trabalho em nome da educação e da vida.

Professores, alunos, pais e famílias sabem do retrocesso civilizatório a  que estamos todos sendo submetidos sem ter, sequer, professores participando das discussões e decisões do atual governo.

Em relação à educação de crianças e à educação infantil, em geral, vale lembrar que há muito pouco tempo conseguimos tornar em exigência a formação em cursos de  Pedagogia, em universidades para esse trabalho. Maciçamente, como se pode comprovar, são as grandes universidades públicas brasileiras as especiais formadoras desse profissional habilitado para trabalhar com crianças, em creches e em pré-escolas, públicas e particulares.

Em nome das crianças brasileiras, de todas as idades, dos jovens e dos adultos que precisam se mobilizar para fazer esse país mudar sua história e de fato, avançar, vamos às ruas.

Em algum tempo a história vai se incumbir de iluminar ou de apagar os fatos atuais,  mas por enquanto precisamos defender a Educação Brasileira, já tão sofrida, com livros nas mãos.

 

(*) Angela Meyer Borba e Maria Inês de C. Delorme

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