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“Quem cuida de mim?”, vale para os pais também!

(*) Papo de Pracinha

texto_proprio Recentemente apoiamos uma iniciativa preciosa pela passagem do Dia das Mães que valorizou os cuidados, o amor e a proteção para além dos laços biológicos. E o mote era o cuidado e o amor, independente de ser a mãe biológica, ou não, buscando vencer os desafios que nessas datas  se impõem às  instituições de educação infantil.

Se aproxima o Dia dos Pais e, da mesma forma, precisamos refletir sobre essa figura importante na vida dos filhos e que pode se apresentar de tantos modos: cuidador, protetor,  amoroso, autoritário, ausente, ou nada disso. Ou, ainda,  um pouco de cada coisa.

Talvez tenha sido o lugar social e histórico da mulher e do homem, ao longo do tempo, um dos elementos responsáveis pela defesa da relação dos filhos com as mães como sendo mais importante e crucial para a vida das crianças do que com seus pais. Se não fora pela amamentação, nada poderia  ser tomado como tarefa puramente feminina. Mesmo a gestação, o fato de carregar por nove meses o bebê na barriga não é, por si só, determinante para garantir amor, proteção, cuidados e compromissos  em relação aos filhos.

Nesse viés, queremos  valorizar os pais, ou quem ocupa essa função na vida de cada criança (Irmão mais velho? Padrinho? Vizinho? Avô? Etc.), no sentido de buscar diluir as mentiras contadas às mulheres, por tanto tempo. Quem cuida, protege e educa, cotidianamente, com reconhecimento por parte da criança, não é o pai, mas ocupa afetivamente essa função. E essa função é estruturante, necessária, estabilizadora.

Ainda vemos hoje valerem certas prerrogativas maternas sobre as paternas, mesmo que equivocadas, como por exemplo: a ilusão prepotente de que o pai separado da mãe poderia, por algum motivo (salvo comprovadas exceções), perder  o direito de conviver com seus filhos, de que as mulheres têm o direito de  “punir” seus ex-maridos  usando como moeda de negociação o contato com os filhos e, também,  acreditar que há certas coisas que só as mães podem fazer. Em nenhum desses casos, a verdade, o amor, os cuidados e o respeito pela história da criança são considerados prioritários.

Nada  existe, pelo menos na área do amor, do afeto, dos compromissos, do cuidar e do educar, exigidos na relação de pai e mãe com seus filhos, biológicos ou adotivos, que só possa ser  vivido pelas mulheres. Nada.

Portanto, em nome desse amor verdadeiro, intenso, que se constrói no cotidiano,  resultado de relações inter e intra-subjetivas  que envolvem os filhos, meninas e meninos,  com  seus pais, queremos passar ao largo da tônica puramente comercial e valorizar todos os tipos de pais. Quem é o pai que cuida de mim? Quem eu chamo e considero como meu pai?

Pai bravo, pai doce. Pai alegre, pai carrancudo. Pai trabalhador, pai desempregado. Pai livre, encarcerado. Pai jovem, pai idoso, pais que moram perto e, também, os que moram longe. Pais “nomeadamente masculinos” e os LGBTTRANS, os de todas as etnias, cosmovisões e religiosidades, desde que vivam intensamente a paternidade,  apoiados  no amor, na verdade, na parceria que se instala para a vida toda e até para além da vida.

Pode ser questionado, ainda, o título de “pãe”, já que amor de pai e o de mãe não resulta de um somatório de tarefas acumuladas numa única pessoa, seja ela o pai, ou a mãe.

Aos que gostam de cinema informamos que há vários filmes sobre diferentes relações familiares e, também, variadas paternidades. Sugerimos alguns:  A Árvore da Vida (EUA, 2011), Capitão Fantástico (EUA, 2016) e Indomável Sonhadora (EUA, 2012). Os três são filmes americanos que nos fazem pensar sobre o  exercício da paternidade, mantendo a máxima: “pai para toda obra”, como deve ser.

(*) Angela Meyer Borba e Maria Inês de C. Delorme.

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