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“Quem cuida de mim?”

(*) Papo de Pracinha

texto_proprio É com orgulho que acompanhamos o movimento que vem emergindo para tirar dos planejamentos escolares comemorações que só favorecem o comércio e que intensificam o valor do dinheiro.

Nesse viés, pela passagem do Dia das Mães, altamente explorado e beneficiado pelo comércio, as escolas de crianças começam a pensar sobre os benefícios e malefícios de se comemorar essa data diante dos novos valores de família. Podemos dizer que pelos antigos valores também. Não entendemos que ainda valham as máximas, por exemplo, que defendem “pelas mães tudo, pelos pais nada! Pelas mães tudo, pelas madrastas nada!  Pelas mães tudo, pelas avós que criam seus netos, nada!”. Isso não é produtivo para a vida de ninguém, são apenas julgamentos que geram exclusão.

Não se pode generalizar, mas pode-se dizer que até algumas mães se sentem incomodadas com esses festejos que não ampliam nem aprofundam as relações humanas,  não reconhecem as novas formas de viver a maternidade, mesmo quando elas são comprovadamente afetuosas, presentes e comprometidas.

Palmas para o Catraquinha que, sob o título “Quem cuida de mim: escola troca dia dos pais e mães por quem cuida de mim” vem propor uma mudança ao contar a história de uma escola que vem  repensando suas práticas.

O Papo de Pracinha entende que família seja um grupo de pessoas que se une por laços de afetos e de compromissos entre os adultos e, em especial, em relação as suas crianças. Assim, nada mais nobre e confortável para as crianças do que identificar e legitimar esses grupos que compõem esses ninhos de amor e de compromissos, de cuidados e de proteção delas, a despeito das relações consanguíneas e/ou das questões de gênero.

Ninguém duvida que a função materna e paterna deva ser exercida por decisão e escolha dos pais e mães de cada criança, sempre que possível. No entanto, todos sabemos que os pais e mães da vida real não são todos feitos de doçura, nem de poesia. Há tios e tias, amigos, padrinhos, avós, irmãos e até vizinhos que, por variados motivos, precisaram cumprir esses papéis, muitas vezes de modo acolhedor e comprometido.

É a vida real que nos convida a repensar os antigos padrões. Já é hora de as escolas não valorizarem nenhuma celebração que possa criar tristeza e constrangimentos para suas crianças. Valorizemos, pois, as relações verdadeiras, de afeto e de convivência diária que sustentam a vida das crianças. Celebremos o amor!

 

(*) Angela Borba e Maria Inês de C. Delorme

1 comentário em ““Quem cuida de mim?”

  1. Muito apropriado o texto.
    Obrigada pela reflexão.

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