Carnaval na pracinha: máscaras, rabos e Ladybug

(*) Papo de Pracinha

1444722355_88As pracinhas e as ruas foram tomadas pelas festas de momo e, com elas, as crianças se fizeram presentes com sua alegria, usando fantasias interessantes, criativas e fresquinhas. Só que não, ou nem sempre.  Os palhaços, piratas, baianas, bailarinas e melindrosas tradicionais estiveram presentes, como sempre, e a cada ano em menor escala, dando espaço para os super-heróis, heroínas e vilãs da televisão e do cinema. Mas houve novidades, e lindas.

A campeã desse carnaval foi a heroína (podemos chamar assim?), Ladybug que vem encantando adultos e crianças pelos canais a cabo da televisão por meio da série de animação Miraculous Ladybug. Nada contra, mas se pode comprovar que a televisão ainda é um meio de distração e de entretenimento de muitas crianças, por muitas horas e cada vez mais cedo. E também de adultos porque conhecem a mocinha, destacam o bom gosto de sua roupa e compram (ou fazem, ou mandam fazer) a fantasia, tal e qual.  É uma graça mesmo já que usa uma cor forte, o vermelho, e as bolinhas pretas que lembram uma joaninha, sem faltar a máscara que encanta, seduz e torna tudo mais mágico ainda.

Para quem não conhece, a série em questão tem a cidade de Paris como cenário, e esta é protegida por dois personagens fortes, com superpoderes, diante da ameaça de risco, do mal. De um lado, a menina Marinette Dupain Cheng que se transforma em Ladybug, com o poder da sorte e, de outro, seu amigo e amor da escola, Adrien, que se transforma em Cat Noir, com o poder da má sorte. Esse antagonismo de poderes entre eles é desconhecido por ambos, ou seja, eles não sabem do poder de transformação do outro. Cat Noir este ano, quase não veio ao Rio.

Mas, interessa-nos aqui conversar sobre a fantasia em si, sobre a possibilidade de ser sem ser, de agir como se fosse um herói, um pássaro ou um avião, como uma prerrogativa característica do mundo das crianças que alcança os adultos, que pode ser mais ou menos alimentada, estimulada por eles, desde que sempre respeitando cada criança.

Há aquelas crianças mais soltas, que podemos chamar carinhosamente como “mais exibidas” que entram facilmente nas brincadeiras, que aceitam roupas, adereços e maquiagens etc. Mas há outras que não se sentem bem assim e que rejeitam a fantasia. Isso não é motivo para não participar da festa que, pelo calor carioca, exige uma roupa fresca e confortável, sempre, para todos.  Há famílias e casais que se fantasiam junto com suas crianças e assim a festa se torna mais interessante ainda para as crianças, já que agrega um núcleo de afetos pela fantasia e pela alegria da festa.  Há também os que não gostam de carnaval e que fogem dele, e esses precisam ser igualmente respeitados, mas aqui, dessa vez, estamos pensando nos que gostam e participam da festa, junto com suas crianças.

17105438_10212891586430775_1866717029_n

Os super-heróis não faltam às festas, nunca, sejam eles: o Super Homem, o Batman, o Hulk (esse já tem idade!), o Woody, do Toy Story com chapéu, blusa quadriculada, calça comprida, e tantos outros. Todos muito bonitos e alegres, quando usados por crianças que se mostram felizes dentro de suas fantasias.  Será que elas se identificam com os personagens que vestem e que passam a ser, nessas festas?

Nós queremos exaltar aqui as crianças e famílias que não estiveram usando as fantasias mais caras, nem as mais brilhosas, talvez, mas aquelas que criativamente fizeram a partir de uma combinação de elementos que produziu personagens inusitados, diferenciados e engraçados. Esse também foi o carnaval da magia da criação. Vimos mães, pais e filhos com roupas de palhaço coloridas, fresquinhas e maquiagens onde cada um carregava nas mãos, por exemplo, um “objeto circense” se é que podemos chamar assim: um prato num canudo grosso para a criança palhacinha se passar pelo equilibrador de pratos, o pai carregava dois malabares e a mãe, pasmem, tinha uma perna de pau mais baixa que o comum, mas ela as usava belamente, dançantemente.

Também foi o carnaval dos rabos e mascaras. Amamos!  Basta um rabo de macaco bem elaborado, preso com um elástico na cintura, um shortinho marrom, sem camisa e a máscara de macaco. Sensacional, resultado do trabalho de artistas, com orelhas e buraco nos olhos. Eram macacos, ativos e felizes.  Vimos também dinossauros nessa mesma onda, mãe e filho com rabos maravilhosos e bem feitos, lindos.

Bem as máscaras de pássaros e as asas coloridas, mais uma vez, encantaram a turma da pracinha pelo capricho, pela criatividade, beleza e originalidade.

img-20170218-wa0035

Queremos aplaudir, portanto, artistas e artesãos como a Fécula (www.fecula.tanlup.com), na criação dos mais lindos rabos, que coloriram e animaram a festa. E, também, aplaudir a turma da Elefoa (www.facebook.com/elefoa e @elefoa), que vem colorindo os corpos das crianças com as asas de aves mais lindas do mundo. Parabéns.

E, para fechar o carnaval com uma brincadeira, daríamos o Prêmio Papo de Pracinha àqueles que se pautaram em critérios de originalidade, beleza e conforto pautados no respeito pelas crianças.  E, ainda bem, não faltaram confetes, serpentinas nem as melhores marchinhas!

17101735_10212891770755383_23908890_n

 

(*) Angela Borba e Maria Inês de C. Delorme

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s