O Rio não é uma Cidade Educadora! Sabia?

Papo de Pracinha (*)

1444722355_88Vocês sabiam que existe uma Rede Brasileira de Cidades Educadoras, composta de quatorze cidades: Belo Horizonte, Campo Novo do Parecis, Caxias do Sul, Dourados, Jequié, Montes Claros, Porto Alegre, Santiago, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Carlos, São Paulo e Sorocaba? Ha várias cidades da América Latina que também compartilham esse conceito, em países como: Chile, Argentina, Colômbia, México, Uruguai, Bolívia e Equador.  Mas o Rio não é uma delas. Por que não? Como, não?

Bem, esse movimento se iniciou em 1990, durante o I Congresso Internacional de Cidades Educadoras, em Barcelona e se fortaleceu em 1994, em Bolonha, Itália. Desde então, há um acordo firmado entre um grupo de cidades “representadas por seus governos locais, que pactuam o objetivo comum de trabalhar juntas em projetos e atividades para melhorar a qualidade de vida dos habitantes, a partir da sua participação ativa na utilização e evolução da própria cidade e de acordo com a carta aprovada das Cidades Educadoras. ” (Na internet, http://portal.mec.gov.br/)

Para ser tornar uma Cidade Educadora o Rio precisaria se comprometer com princípios básicos que tomassem a cidade “como espaço de cultura, educando a escola e todos que circulam em seus espaços, e a escola, como palco do espetáculo da vida, educando a cidade numa troca de saberes e de competências” (Gadotti, 2016, p.133-134). E essa cidade que educa, segundo o mesmo autor, é uma cidade que valoriza o protagonismo de todos, que investe numa formação permanente “para e pela cidadania, além de suas funções tradicionais: econômica, social, política e de prestação de serviços. ”. E, nessa perspectiva, a Cidade Educadora é, mesmo, também um direito de todos.

Os princípios que regem as Cidades Educadoras são: trabalhar a escola como espaço comunitário, trabalhar a cidade como grande espaço educador, aprender na cidade, com a cidade e com as pessoas, valorizar o aprendizado vivencial e priorizar a formação de valores, pontos cruciais para a transformação que o Rio precisa.

No caso do Brasil, o Rio, junto com São Paulo, permanece sendo polo produtor, consumidor e disseminador de cultura, não por ser mais importante do que outras cidades, mas, principalmente, pela ação das mídias hegemônicas que tentam pautar a vida do país, pelo Sudeste, o que não é bom.  Precisamos aprender com outras Cidades Educadoras que já estão à nossa frente, promovendo suas mudanças e voltar o olhar para nossa cidade.  E isso é pra já!

O Papo de Pracinha apoia essa ideia. O Papo de Pracinha vem desenvolvendo ações variadas de modo a mudar esse cenário! Você quer nos ajudar? Como?

 

(*) Angela Borba e Maria Inês de C. Delorme

Foto: Luiza Gueiros

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s