Nosso sonho para as crianças em 2016

Papo de pracinha (*)

1. O tempo correrá a favor das crianças, que não precisarão mais cumprir agendas lotadas, podendo se entregar às brincadeiras e ao exercício da imaginação, da invenção e da criação.

  1. As crianças não mais serão colocadas dentro de “caixas “ que formatam e limitam seus pensamentos e ações; ao contrário, poderão pensar livremente e virar o mundo de ponta cabeça!
  1. As crianças terão voz e vez para se expressarem em suas muitas linguagens.
  1. Os adultos olharão com atenção para as crianças e compreenderão seus modos próprios de pensar e agir sobre o mundo, convidando-as a participar das decisões sobre os assuntos que lhes dizem respeito.
  1. As famílias, nas suas diversas formações, serão o porto seguro das crianças, fornecendo-lhes amor, afeto, proteção e apoio ao seu desenvolvimento integral.
  1. As crianças serão prioridade nas políticas públicas de segurança, educação e saúde, e terão garantidos os seus direitos a serviços de saúde e de educação de qualidade, sejam elas negras, brancas, indígenas, quilombolas, do campo ou da cidade.
  1. As escolas não mais colocarão as crianças em formas (/ô/ ou /ó/) uniformizadoras, e não mais encherão os seus cérebros com informações sem sentido; as escolas serão espaços de encontro entre adultos e crianças, e entre a arte, a cultura e a ciência.
  1. As escolas serão espaços de vida, de acolhimento, de afeto e de oportunidades de potencializar a curiosidade e a capacidade de imaginação e criação das crianças; a busca do conhecimento será uma aventura empreendida com autonomia e sensibilidade pelas crianças e adultos, em parceria.
  1. As crianças terão acesso às criações em todas as linguagens artísticas, ampliando e diversificando o seu repertório cultural.
  1. As brincadeiras de rua invadirão as ruas e praças das cidades, reunindo crianças e adultos pelo prazer de brincar e de compartilhar memórias e experiências.
  1. Novas praças serão criadas e as já existentes revitalizadas, a partir das necessidades reais das crianças e dos adultos, recuperando a sua função de lugar de encontros, conversas, brincadeiras, jogos, contemplação e convivência com a natureza .
  1. As crianças terão mais contato com a natureza, e poderão desfrutar da sua riqueza para apreciá-la com sensibilidade, para criar e brincar com seus elementos, e também para aprender a dela cuidar.
  1. As crianças terão proteção contra as formas de manipulação exercidas pelo mercado e pela propaganda.
  1. As crianças não precisarão dos mais novos e caros brinquedos do mercado para serem felizes! Brincarão com diferentes materiais usando a sua inventividade, aprenderão as brincadeiras da nossa cultura e usarão os brinquedos como meios e não como fins em si mesmos.
  1. As crianças serão protegidas de todas as formas de violência, abandono, crueldade e exploração.
  1. As cidades enxergarão as crianças, incluindo-as nas suas políticas urbanas, criando e mantendo espaços apropriados de circulação, cultura e lazer para elas.
  1. As crianças viverão suas infâncias com plenitude, nos ensinando a olhar o mundo de forma mais simples e sensível!

Feliz 2016!

(*) Autoras: Angela Meyer Borba e Maria Inês de C. Delorme

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